Persigo-a com o celular, surgindo ao lado da igreja, nas poças enlameadas em calçadas...
Subo as escadas aos tropeços (lunáticas fomes e uísque). Arranco a máquina do quarto e começo a atirar da varanda gradeada do apartamento (voltada para sudeste). Passo os dedos freneticamente nas opções da máquina, às cegas, enquanto disparava em direção àquele disco amarelo que parecia rir-se de tudo. Então surge uma pequena esfera distante mas definida na tela de fotos. Paro ali os frenéticos dedos e, com mais calma, começo a aumentar o zoom (bem depois fui perceber que tinha parado os disparos no modo "Manual").
Foram aparecendo discos cada vez maiores e mais nítidos - a Lua, enfim!!! No limite do zoom digital as coisas começam a tremer. Meu primeiro tripé, presente de meu pai ao visitar aquele apartamento, veio uns meses depois.
Enfio a máquina entre as grades da varanda até que paramos de tremer (nesta hora o uísque já havia sido metabolizado em sei lá que tipo de emoções... ).
Conseguimos as primeiras fotos lunares. Havíamos chegado à lua. Era possível, mesmo com uísques e sem tripés.
Grande momento para um "fotografero" amador. Nada profissional por aqui. Penso às vezes que as técnicas podam as emoções mais simples e espontâneas daqueles que vivem para o lado de cá das lentes. Nada de grandes técnicas ou grandes fotos. Apenas a alegria de ter chegado à lua numa noite perdida, após etílicos e filosóficos momentos de exílio no "Super Grill" (o bar). .
Passei ainda um tempo tentando repetir a "proeza", mas sem sucesso. A falta de tripé (ou de uísque ordinário do Grill). Acabamos fazendo as pazes e tivemos muitas luas juntos. Geralmente com o tripé.










Exatamente igual ao meu esse tripé ! hehehe
ResponderExcluir... este aqui é de múltiplas utilidade, além de movido a tequila....
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