Quinze de junho de 2011. Previsto um eclipse lunar (uma grande amiga da capital me avisa por telefone, pela manhã). Viajo de Aracati para Ocara à tarde para caçar uma lua rara e exótica. Lá, resolvemos subir o único morro da cidade para a espreita. Subida ingrata para quem não está em forma, ainda carregando a máquina e o tripé.
Mosquitos e o cansaço, chegamos ao topo e vimos que nenhuma eclipse estaria por ali naquela noite. A vista não contribuía e estava escuro para encontrarmos outro lugar. Restou-nos a volta e a dor de perder uma eclipse dali, bem acima de nossos narizes, tornou-se insuportável.
Ao pé do morro uma pequena lua já tomada pela sombra mostrava-se a leste.
Andamos até uma praça e nos deparamos com nossa caça totalmente distraída, exibindo-se sobre a noite. Armo o tripé quase numa esquina e ali estava meu primeiro eclipse lunar. Oferecendo-se às lentes tranquilamente, sem nenhuma necessidade de montanhas, árduas subidas, boas formas físicas ou mosquitos. Simplesmente ali, mas já em sua metade. Sem dedilhar qualquer botão ou escolher um modo, atiro.











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